sábado, 6 de setembro de 2008

Desafio baseado em Nina

Para designar o caráter das pessoas Nina costuma dividir dois tipos: os ordinário e os extraordinários.

Ao contrário de que muitos pensavam quando escutava o grupo de axé "é o tchan" nomear suas dançarinas reboladeiras, ordinário tem o mesmo significado de medíocre, o que não representa uma designação a pessoas insignificantes para mais um espanto geral. Dizer que uma pessoa é tanto medíocre quanto ordinária é simplesmente chamá-la de mediana. As pessoas extraordinárias movem o mundo para um objetivo (mesmo que você acabe com a vida de uma pessoa).

À primeira vista todos querem ser extraordinário, seja pela potência da palavra, por você se destacar sendo extra em todos os sentidos, mas se pensarmos demais como se estivéssemos num vaso sanitário chegaríamos a conclusão... de qualquer forma, pode um extraordinário ser "imaginário"?

Digamos que pessoas como Tom Jobim, Angelina Jolie, Papa João Paulo II, Kaka do Milan, Dercy Gonçalves foram pessoas extra-extraordinárias, mas em algum momento da vida não tiveram momentos ordinários? Ou tiveram inveja do ordinário? Ou eram extremamente ordinários, levando em consideração a imaginação?

O que eu quero propor é a discussão: o que você considera extraordinário?

Valendo lembrar que viver ordinariamente é viver sem estripulias, sem "carpe diem", pagar suas contas, ter filhos, ter casa própria, ter comida na mesa e trocar de carro no período de quatro anos.Lanço o desafio a vocês =)


"ordinááária..."

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mostra Vivendo e Morrendo em São Paulo

Bom, a pedido do meu amigo Eduardo Morato, estou de volta =)

Hoje fiz uma maratona básica de filmes, pena que só foram dois. Do dia 2 a 7 de Setembro o Centro Cultural São Paulo exibe a mostra "Vivendo e Morrendo em São Paulo", com filmes que discute diversos assuntos ambientalizados na capital paulista.

Quatro horas da tarde, eu deveria estar no cursinho uma hora dessas, mas estava dentro da Sala Lima Barreto assistindo o filme Nina, com Guta Stresser e com a participação de Renata Sorrah, Wagner Moura (aaah!), Myrian Muniz, Lázaro Ramos, Selton Mello, Luíza Mariani...

De personalidade auto destruidora, gosto pelo mórbido, mas sem perder a essência de menina carente na imensa cidade solitária, Nina convive num apartamento como inquilina da (censurado) dona Eulália (Myriam Muniz). Logo no começo da trama, Nina narra seus pensamento, onde dizia que existe dois tipos de pessoa: os ordinários, que conservam o mundo como ele é e os extraordinário, que movem o mundo para um objetivo. Naturalmente quem assisti-lo, vai encaixar Nina sendo uma extraordinária, já que ela sofre sozinha com os seus tormentos e com as ofensas da velha. Os desenhos feito pelo artista Lourenço Mutarelli mescla com o desfecho e o clímax do relacionamento entre Nina e dona Eulália. Paro por aqui, senão eu conto todo o filme num imenso bla bla bla e achismo (lol). A única coisa que posso expor aqui é meu elógio ao trabalho da Guta, pela sua mudança de sotaque mesmo carregado e senti uma ponta de inveja com a cena de amor tórrida entre ela e Wagner Moura (detalhe: ele era cego).

O segundo filme exibido às 18h foi o Bicho de Sete Cabeças (o filme que todos viram menos eu), baseado na história do escritor Austregésilo Carrano Bueno, morto em 2008. Com Rodrigo Santoro cabeludo (gatoooo, jesusmesegura) before Hollywood, mostra todo drama que o adolescente Neto viveu internado em dois hospício, tudo por conta do seu pai que achava o filho um viciado última linha. Esse merece outro post. Aliás, esses dois filmes merecem um post especial!

Para quem for da terrinha da garoa, a mostra é grátis!! Censura a partir dos 16 anos e a retirada dos ingressos é feita com alguns minutos de antecedência...

Me aguardem!! Até mais ;)